Arquivo mensal: março 2012

Enxergar, ser e estar.

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A verdade é que ninguém se importa.
Não.
Não é que ninguém goste ou ame de verdade.
É que a vida de cada um é mais importante do que todas as vidas juntas.
Você gosta do seu amigo, ouve seus desabafos e dá conselhos. Mas quando ele vai embora, o problema vai embora junto e a vida continua.
Não é que eu queira que todos os problemas do mundo sejam o seu problema e que você seja responsável por todas as vidas, eu sei o quanto já é dificil cuidar da sua.
Mas cansa. Cansa essa insensibilidade, esse egoísmo ou seja lá que nome isso tenha.
Sabe porquê as pessoas entristecem, choram, têm depressão?
Não é porque elas são fracas. Não é porque elas passam por muitas dificuldades.
É porque elas são sensíveis demais para aguentar passar por essa vida sozinhas.
Bastaria alguém para passar por tudo junto com elas. Viver a vida com elas.
Alguém que demonstre que seu problema é o meu problema, demonstre que estão nessa luta juntos e que nada é mais importante do que a vida que ela carrega.
As pessoas desanimam porque não sentem sua importância. Porque ninguém as dá importância.
Eu quero sim ser indispensável e insubstituível.
Eu quero fazer falta. Eu quero ser amada e querida.
Eu quero ser importante e não precisa ser para todos. Basta um. Um só que me ache essencial.

Cada um tem sua vida, seus problemas e ninguém pode viver pelos outros.
Mas não se pode viver junto?

Sabe, a maioria das doenças vêm do emocional.
Será que se as pessoas passassem a vida sabendo de sua importância e tendo alguém para dividir suas angústias, elas não seriam menos doentes? Menos infelizes? Menos acomodadas e desanimadas?

Muita gente diz para você ficar bem, pouca gente faz você ficar bem.
Eu não sei a receita do “se importar”. Não sei o que você deve fazer para estar junto de verdade.
Mas quando a gente está junto, a pessoa sente. A pessoa não tem só a força dela, tem a sua também, e aí é bem mais fácil superar o obstáculo.
O problema é que poucos têm tempo e paciência para estar junto.
E a vida vai indo. As pessoas vão sofrendo.
E cada “fique bem” que você ouve, você dá uma risada irônica e diz que vai ficar.
Vai ficar, quando as pessoas se importarem mais. Quando as pessoas fizerem você ficar.
Quando você tiver certeza de que não é só mais uma vida.

Eu tenho nojo desse mundo em que você tem que lutar contra o tempo para estudar, trabalhar, respirar, comer, comprar.
E as pessoas?
O ser humano?
Alguém sacode o mundo e avisa às pessoas que o ser humano é o que mais importa!
Olhar para o lado e enxergar o mendigo. E fazer alguma coisa.
Olhar para seu amigo chorando e dizer “a gente vai passar por isso junto, é o meu problema também” e demonstrar que isso é verdade.
O egocentrismo vai acabar com o mundo.
E as pessoas vão continuar achando que fizeram sua parte. Trabalho voluntário não é sua parte, trabalho voluntário é ser humano.
E você não está fazendo sua parte, porque não tem parte. Você pode fazer sempre mais quando se trata de pessoas e sentimentos.
Basta enxergar. Ser e estar.

Cuide do mundo!
Põe aquele que chora no seu colo e vive com ele, vive por ele. Talvez ele não tenha mais forças para viver e talvez você só se dê conta disso quando ele não estiver mais aqui.
Cuide do mendigo. O problema não é do governo.
O problema é seu que não se importa com nada além de sua própria vida.

Alguém se importa com esse homem?
Alguém se perguntou por que ele está aí? O que ele pensa? O que ele sente?
Alguém se aproximou dele?
Será que alguém disse para ele que “a gente está junto”?

Eu e o resto do mundo só queríamos alguém que dissesse “a gente está junto” e que fizesse a gente estar.

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Em um hospital…

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Era uma sensação de felicidade, compaixão, vontade de cantar, gritar, pular e mostrar para o mundo que eu estava feliz. Feliz, ali, naquele hospital. Com aquelas pessoas.
Um amontoado de emoções. Resolvi ir para o próximo quarto.

Passei pela porta, eu e meu amigo.
Era uma criança.
Uma criança cheia de tubos, de aparelhos que apitavam, de um monte de coisa que eu não entendia para que serviam, mas que me assustavam.
No leito ao lado, estava uma mãe que acabara de dar a luz e cuidava de sua menina.

Chegamos perto. Não sabia se ele ouvia, sentia ou enxergava.
Mas resolvi falar e olhar nos olhos dele.
Em sua cama, havia diversos bichinhos de pelúcia, e ele abraçava um deles. Talvez para suprir a falta que fazia alguém ali, ao lado dele. E, de repente, eu quis ser essa pessoa. Ficar ao lado dele, sem falar nada, apenas estar lá.

Saí daquele quarto com um aperto dentro de mim. Saí querendo ficar.
Havia outras pessoas para visitar, outros sorrisos para distribuir.
E eu fui. Eu e meus sentimentos borbulhando, a vontade de abraçar o mundo.

Por fim, depois de vários quartos, me vi sozinha naquele corredor de hospital.
Cada palhaço entregava sua melhor parte de si em algum lugar por ali, e eu não sabia porquê, de repente, todo mundo sumiu! Sempre fui meio desatenta e evidente que fiquei brava por todo mundo me abandonar assim – onde já se viu??
Mas, a parte de mim que só se manifesta de vez em nunca, lembrou-me de que eu era auto suficiente e que eu sabia o que fazer.

Voltei para o quarto do menino. Aquele cheio de aparelhos, sem movimento, sem palavras, sem sorrisos.
Quando entrei, a mulher que dividia o quarto com ele estava de pé ao lado dele. Senti que havia algo errado.
“Ele não está bem” – disse-me a mulher.
Fui ao lado dele e ele transpirava, estava ofegante e, às vezes, tremia. Perguntei onde estava a enfermeira e a mulher disse que já tinha chamado e elas não apareciam nunca, e saiu do quarto, assim. Sem me falar nada, me deixando sozinha com uma criança coberta de aparelhos e uma recém nascida que estava sozinha em seu leito e se mexia.
Primeiro, veio o desespero. Depois, o choro entalou na garganta.
Sentia-me responsável por aquelas duas crianças. Queria levá-las dali e protegê-las.
Pensava na criança que acabara de nascer e estava sozinha no leito, e na mãe, que depois de um parto, dividia o quarto com um menino que passava mal e a preocupava.

Lembrei-me do nascimento do meu sobrinho. Minha irmã no seu pós-parto teve um quarto só para ela. Com banheiro, televisão, sofá…um hotel! E ela tinha esse direito.
Mas será que todas aquelas mulheres que se tornavam mães naquele hospital público não tinham esse direito?
Por que essa disparidade? Uns no aconchego, outros amontoados sem a devida atenção. Por que? Por que?

Depois desse devaneio, voltei-me para o menino.
Ele ainda estava ofegante. Era como se quisesse dizer alguma coisa, sair dali.
E as palavras começaram a sair da minha boca.
Eu estava ali, sozinha com duas crianças num quarto de hospital, e alguém falava por mim.
Disse ao menino para que ele ficasse calmo, que Deus estava lá, com ele.
Disse que tudo daria certo. Peguei em sua mãozinha e contei a ele como ele era lindo. Como seus cílios eram enormes e como nós mulheres sofríamos tentando aumentar os cílios passando quilos de rímel – acho que ele não deve ter se interessado muito pelas minhas dicas de maquiagem, mas, sei lá, ninguém nunca me contou o que falar para uma pessoa que você não sabe se está ouvindo…
Ele me olhava e eu sentia o que ele sentia, mas eu não saberia descrever.
Aí, olhei para a boca dele. Imaginei seu sorriso e disse que mesmo que ele não estivesse sorrindo, o sorriso dele era lindo. E eu posso ter pirado, ter imaginado coisas, mas eu juro que vi um pequeno sorriso e uma covinha naquela boca. Que saudade!

“Eu amo você.”
Não sei como eu podia amar alguém que eu nunca tinha visto antes, nunca tinha falado comigo e que, provavelmente, eu nunca mais veria.
Mas eu o amava. Amava de verdade. Do fundo do coração.
E disse isso a ele – e ainda bem que ninguém chegou nesse momento, porque eu não queria ter que dar explicações…
Fiquei observando-o e falando diversas coisas que eu não sei da onde sairam.
Mas eu vivi aquele momento intensamente. E para mim, aquela criança se tornou importante.
Lembro da carinha dela nitidamente. É como se fosse da minha família.
Eu queria abracá-la, levar para casa e cuidar dela.
Eu queria dar minha saúde a ele. Queria curar-lhe fisica e emocionalmente, e dizer que ele não estava sozinho. Que eu rezaria por ele todas as noites, e que ele seria feliz e se recuperaria.

Foi afogamento.
A enfermeira chegou e foi fazer alguns procedimentos.
Enquanto isso, eu olhava para ele, me despedia em silêncio e imaginava quão cruel era uma criança passar por isso, tendo a vida inteira pela frente.
Mandei um beijo, respirei fundo. Guardei seu nome. E saí.

Saí chorando, querendo um abraço, querendo voltar e não sair do lado dele.
Eu passaria todos os meus dias ali com ele naquele hospital. Não sei porquê, mas eu queria ficar ao lado dele e doía ter que ir embora.

Depois eu me recuperei e não deixei ninguém saber o que havia passado ali naquele quarto e dentro de mim.

Mas hoje, eu percebi que tinha que falar para alguém o quanto o Kennedy se tornou importante para mim.
E o quanto eu preciso voltar lá, vê-lo novamente, e como eu queria que ele lembrasse de mim e me deixasse ajudar, sabe-se lá como…
Ah, como eu queria!

De tanto querer…

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Quero gente sincera. Quero gente que se entrega e se importa.
Quero gente que olha para os lados.
Quero casa para o mendigo, quero escola para criança.
Quero gente que pensa, se respeita.
Quero segurança para família. Quero que a lei seja cumprida.
Quero sensibilidade para quem julga e arrependimento para quem erra.
Quero desculpa, quero perdão.
Quero perceber a arvore. Quero perceber o malabarista do semáfaro.
Quero perceber o cego da rua. Quero perceber o pedestre que anda com pressa chorando.
Quero abraçar a criança que está com medo.
Quero rir, chorar e fazer os dois ao mesmo tempo.
Quero ser diferente. Quero fazer a diferença.
Quero amigo para desabafar e amor para chamar de meu.
Quero buchecha de criança, risada gostosa e brincadeira de roda.
Quero esquecer as dores e quero alguém para cuidar das minhas.
Quero companhia e solidão, mas no momento certo e na medida certa.
Quero pai, mãe, avó, avô e tios.
Quero irmãos de sangue e de coração.
Quero abraço apertado.
Quero ouvir que vai ficar tudo bem.
Quero dormir com alguém para não ficar com medo do escuro.
Quero um dia de folga. E um dia de trabalho reconhecido.
Quero ligação inesperada e mensagem de madrugada.
Quero dividir a felicidade com todo mundo e gritar para o mundo inteiro ver meu sorriso.
Quero tirar o sofrimento de cada um e colocar o mundo debaixo dos meus braços.
Quero dizer para criança sonhar. E quero ser criança todos os dias.
Quero esquecer, deixar passar e superar.
Quero contato, afinidade e intimidade.
Quero repartir, receber, compartilhar. Quero que todos sejam um e que um seja único.
Quero menos sofrimento, menos lágrima, menos abandono, menos falta.
Quero mais amor, mais preocupação, mais cuidado e mais atenção.
Quero ser feliz, aqui e agora.

E o mundo está todo errado. Sinta e olhe para o lado.
Gente precisa de gente. Dinheiro e sucesso acabam. E nada vale se você está sozinho.
Você pode mudar o mundo.

Tempo. Tranquilidade. Equilibrio.
Respire e dê valor para o que importa de verdade.
O mundo gira, o tempo passa e as pessoas se vão. E enquanto você sorri, alguém chora.

E enquanto você ignora o mundo, existe alguém aqui que espera que você o transforme e que comece pelo seu coração.

Ela é mulher de verdade…

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Feliz Dia Internacional das Mulheres!
Parabéns à você que é bonita, rica e vigiada pelo mundo inteiro..com certeza, o peso de passar um bom exemplo para todas as mulheres não deve ser fácil e você merece mesmo ser lembrada nesse dia!

Mas, vamos falar de mulher de verdade. Mulher que está ao nosso lado, que vive, que chora, que acorda de mau humor, que nem sempre está arrumada e sofre crises de baixa auto estima.
Não é porque é o dia das mulheres, não é porque mulheres ainda sofrem preconceito e não é porque eu sou mulher.
Acho que cada um tem seu valor e não é o sexo que vai definir isso. Mas, hoje, eu decidi falar de um gênero que não se define, não se limita e não se entende!
Entretanto, guarda dentro de si um charme especial e possui o dom de ser tudo ao mesmo tempo agora.

Hoje eu vou falar dessa mulher.
Ela que é humana e não é perfeita.

Ela que é batalhadora e acorda cedo todos os dias para realizar seus sonhos…

Ela, que mesmo de TPM, não deixa de olhar para o lado e mostrar o seu sorriso para aquele que a observa…

Ela que é meiga e doce, e vai em busca de sua felicidade…

Ela que é forte, decidida e sabe que tem pessoas que precisam dela para sorrir…

Ela que teve o privilégio de nascer linda e mesmo assim encontra belezas maiores ainda em seu dia-a-dia…

Ela que tem, sim, vontade de desistir, que sabe o quão dura é essa caminhada…mas encontra forças dentro de si para acordar sorrindo mais um dia…

Ela que tem o sonho mais simples de todos: ser amada…

Ela que acredita que o maior presente de sua vida é sua família e faz tudo por eles…

Ela que é louca e sabe como ninguém fazer alguém rir…

Elas que são companheiras, são eternas e se completam…

Ela que só quer liberdade e acha graça da vida…

Ela que nasceu para ser mãe e descobriu a felicidade nas coisas simples de uma criança…

Elas que sabem cuidar do sentimento que tem uma pela outra e acreditam que são mais fortes juntas!

Ela que vai se tornar uma grande mulher e já sabe expressar todos os seus sentimentos…

Ela que é menina-mulher…

E ela, que gostaria de presentear cada mulher com uma rosa e transmitir pelo seu olhar, o quão maravilhosa é você – mulher – por ter vivido tudo o que viveu, ter errado, ter voltado atrás, ter lutado e ter se preocupado com os laços que se formaram em sua vida.
Você, mulher, que em um dia é mãe, é amiga, é irmã, é namorada, é esposa, é trabalhadora, é aluna, é professora, é filha…e quando se deita para dormir pensa que, apesar dos desgastes, valeu a pena ter acordado e sido especial no dia de alguém.
Parabéns para você que em um dia muda dez vezes de humor, para você que não sabe se liga pra ele ou finge que nem sentiu falta, para você que dorme todo dia com um homem roncando ao seu lado e que tem que ser compreensiva, para você que espera encontrar o amor da sua vida em cada esquina e ele nunca aparece, para você que tem amigas iguais e diferentes de você e tem que aprender a lidar com isso, para você que tem que trabalhar, cuidar da casa e do filho, enquanto seu homem vê futebol. Para você que menstrua todo mês, sofre a dor do parto, usa salto todos os dias e tem que cuidar não só da sua vida, mas de várias outras que dependem de você.
E, por fim, parabéns para você – mulher – que é humana e não importa a fase que passe em sua vida, chega ao fim do dia e sorri ao olhar no espelho por ser quem você é e fazer tudo o que você faz!

E você, homem, eu sei que você também tem o seu valor e só de nos aguentar todos os dias e continuar nos amando, já demonstra o quão especial você é! E nós te juramos lembrar disso sempre, se hoje, quando você chegar em casa, nos der uma rosa de presente e nos parabenizar por sermos a mulher da vida de vocês. (#FicaADica!)

“Que a gente saiba puxar lá do fundo do baú o jeito de sorrir para os “nãos” da vida…”

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Essa vida é mesmo cheia de emoções.
Há momentos que de tão felizes queremos gritar para o mundo como é bom estar vivo e ser exatamente do jeitinho que a gente é.
Há momentos que a gente se pergunta: “por que eu?” “por que comigo?”. A dor é tão grande que dá vontade de arrancá-la do peito e ser feliz outra vez. E parece que nada é suficiente, não importa o que te digam ou o que façam por você, a dor não sai dali.

Mas, você não é o único. Você não está sozinho.
Cada um tem seu momento e cada um sofre de uma maneira.

Se você está na fase da sua vida em que tudo é felicidade. Que ótimo! Aproveite e espalhe-a por aí, tem gente que também precisa dela e é nesse momento em que você está mais forte que consegue ajudar mais pessoas.
Se você está no seu momento de dor, seja ele porque alguém está doente, brigou com seu namorado, com seu amigo, perdeu alguém, ou simplesmente não vê mais graça em nada.
Leia bem o que eu vou dizer e guarde com você, pra sempre.

Eu não sei o motivo da sua dor e, independente do motivo, saiba que ela vai passar.
Eu acredito em Deus, acredito no mecanismo da vida e acredito que cada um de nós está aqui para cumprir uma missão.
Não importa no que você acredite, mas tenha esperança, é ela que move o mundo!

Se você parar para analisar cada etapa da sua vida, vai perceber que cada coisa teve um motivo. Cada acontecimento teve sua lição.
E pode ser que agora você não enxergue isso. Mas, acredite, tudo tem seu lado positivo.
Depois dessa dor, alguma coisa você vai levar de bom. Você vai sair mais forte, mais evoluído e vai entender que no fim, tudo isso teve que acontecer para você chegar mais perto de realizar a sua missão.

Deus sabe o tamanho de nossa força e sabe até que ponto podemos aguentar. E se isso está acontecendo, é porque tinha que acontecer.
Respire, enxugue essas lágrimas, lembre-se que você é forte e que depois da tempestade, sempre vem a calmaria.
Agarre-se naqueles que estão ao seu lado e te amam. E, se se sentir sozinho, lembre-se que você é independente e cada um tem sua vida para cuidar e nem todos entendem que estar junto é compartilhar a dor também…e não é você quem vai ensinar isso a eles, eles aprenderão sozinhos enquanto você estará construindo seus tijolinhos para se reerguer e ser feliz outra vez.

E se nada disso te confortar, tudo bem. Porque eu estou aqui e – mesmo não te conhecendo – eu entendo o que você está passando e estou aqui para ouvir, abraçar, chorar ou rir junto e dar um pouquinho da minha força, que eu espero ter!
E pode ter certeza que sua vida é importante e essencial, você é capaz e tem qualidades que te tornam único e lindo no seu jeito de ser.

Esse é Nick Vujicic.
Ele nasceu sem braços e sem pernas. No começo, foi rejeitado por seus pais.
Quando era criança, tentou se matar, pois, por mais que tentasse ser forte e arranjar motivos para sorrir, o mundo fazia questão de mostrar-lhe o quão diferente ele era e quantas dificuldades teria que enfrentar.
Mas, num momento da vida dele, ele percebeu que era capaz. Que ele nasceu assim porque Deus quis e mesmo ele não entendendo o motivo, sabia que Deus tinha algo bom reservado para ele e que tudo tinha uma explicação.
Ele decidiu seguir em frente e se adaptar às suas dificuldades.
E nada foi fácil para ele, o fácil seria ele desistir de tudo. Mas ele não fez isso por seus pais, pelas pessoas que o amavam e por ter fé e esperança, acima de tudo.

Hoje, Nick Vujicic viaja pelo mundo inteiro dando palestras motivacionais.
Vê pessoas sofrendo por diversos motivos e mostra a elas que tudo é possível, que a vida não tem limites.
E sabe por que as pessoas acreditam nele, se sentem motivadas e se emocionam? Porque ele não tem braços nem pernas.
Elas veem nele alguém que tinha tudo para desistir ou se tornar depressivo e infeliz. Mas, ao contrário, percebem que ele tem um sorriso sincero e que passou por tantos altos e baixos e mesmo assim conseguiu superar e ser feliz.
Ele é feliz, sem braços e sem pernas.
Ele surfa, viaja, conversa, ouve, chora, sorri, abraça, se emociona…tem uma vida independente. E descobriu sua missão, depois de dar tempo ao tempo e acreditar que Deus tinha planos para ele.

Se ele conseguiu, venceu, superou e, mesmo com as adversidades, é feliz. Por que você não conseguirá?
Ninguém é mais nem menos que ninguém. E cada um é especial do jeito que é.
E isso quer dizer que você não pode se entregar, você tem um futuro brilhante pela frente e outras dores virão e outros momentos felizes e inesquecíveis também. Tem gente que precisa de você.
E você não tem um sonho?
Você precisa realizá-lo e, para isso, você precisa superar todas as dificuldades.
O tempo se encarrega, mas você tem que dar uma forcinha pra ele!

E tem gente aqui que só quer te ver bem e feliz.
Força e fé,
repete comigo!

 

 

 

Livia Galhardi.