IPB se manifesta contra as leis da homofobia

Leiam! Vale a pena saber a posição da igreja Prebiteriana do Brasil sobre este assunto que está tomando conta do Congresso.

II – Quanto à chamada Lei da Homofobia, que parte do princípio que toda manifestação contrária à homossexualidade é homofóbica e caracteriza como crime essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre a homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna, em 1988, já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “(…). desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1 Coríntios 6.9-11).

Ante ao exposto, por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada Lei da Homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática da homossexualidade não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas as orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil não pode abrir mão do seu legítimo direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo.

Patrocínio, Minas Gerais, abril de 2007 AD.

Rev. Roberto Brasileiro

Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil

Mais informações no site da IPB

~ por oliveirarenan em Junho 30, 2008.

6 Respostas to “IPB se manifesta contra as leis da homofobia”

  1. Em relação à movimentação que temos presenciado na mídia (inclusive na agência de notícias do Senado Federal) em relação à verdadeira “cruzada” que se promove contra a aprovação do Projeto de Lei que criminaliza a homofobia, temos algumas ponderações a fazer.
    Inicialmente nos parece “estranha” esta cruzada dos evangélicos, não contra uma lei como querem fazer parecer, mas contra 10% da população mundial (sim, pois a ciência já demonstrou que esta é a porcentagem de indivíduos com orientação homossexual). Na realidade, muitos não deveriam nem se auto-denominar “evangélicos” pois o termo “Evangelho” se refere ao novo testamento e Jesus, Ele mesmo, jamais pregou a intolerância ou o preconceito, pelo contrário, vivia entre prostitutas, cobradores de impostos e mendigos e, ao que consta, não deixou que apedrejassem a adúltera, conforme previa a lei judaica. Disse Ele, que atirasse a primeira pedra aquele que não tivesse pecado. Repito a frase de Jesus, o mestre dos mestres, aos nossos pastores, nem sempre modelos de virtude ou de moral ilibada.
    Mesmo Paulo, e sua famosa carta aos romanos, não é Jesus, embora afirme falar em nome Dele.
    Além disso, se os “evangélicos” querem aludir ao Levítico e à Lei Judaica, na condenação à homossexualidade, então, porque não seguem na íntegra a tradição judaica, ou seja: santificam o sábado, deixam de comer carne de porco e circuncisam os seus filhos homens ao oitavo dia…Tudo isto está escrito na Bíblia!
    Temos a ponderar também que em nosso país existe liberdade religiosa: cada um tem o direito de professar a fé na qual melhor se encontrar. Mais do que isto, nos é garantido pela Constituição Federal, em vigor desde 1988, que o cidadão tem o direito de livre expressão, inclusive o direito de expressar livremente a sua sexualidade. A mesma legislação que garante aos fiéis o direito de serem evangélicos (até 1889 o catolicismo era a religião oficial do Estado brasileiro) também garante os direitos dos homossexuais, que eles discriminam. Mais do que isto, garante que qualquer pessoa que se sinta diretamente agredida por comentários, inadequados e pouco éticos, recorra a um processo judicial: isto é um exercício de cidadania. Devemos lembrar que sempre que houve “caça às bruxas” e que os “hereges” queimaram nas fogueiras da inquisição também foi “em nome de Deus”. Resta saber de qual Deus: Iaveh dos Judeus, Krshna, Jeová, Javé, Alah, Deus Pai Todo Poderoso… Todos permitidos no Brasil, isto sem necessitar citar nominalmente todas as entidades que compõe o panteão das religiões afro-brasileiras, igualmente permitidas.
    Também devemos lembrar que a Bíblia não é o único livro santo; os judeus tem o Torah, os muçulmanos o Corão, os indianos o Badhara Gita e assim por diante. Mesmo em relação à Bíblia, todas as igrejas cristãs afirmam estar fundamentadas nos textos bíblicos, mas, havemos de admitir, existe grande diversidade de opiniões, de posturas e de práticas entre elas. Há lugar para todos nós neste planeta: para todas as cores de pele, todas as crenças, todas as línguas e todas as opções sexuais. Todos somos filhos de Deus, independentemente do nome que damos a Ele e, inclusive, gostaria de saber onde está a procuração assinada pelo Todo Poderoso, que autoriza apenas alguns a falar em nome Dele.

  2. Prezado Luíz Carlos.
    Obrigado por seu comentáio. É importante numa sociedade democrática e de direito termos o direito de discordar a respeito de qualquer assunto. Devemos respeitar o ponto de vista alheio, mas não significa que eu tenha que concordar com ele cegamente.
    É louvável o seu comentário, e portanto, como uma crítica de convicção pessoal, deve ser respeitado.
    Mas esse PL (projeto de lei) faz justamente o contrário, pois ele quer silenciar o direito à crítica. Tudo o que for contrário ao homossexualismo (não estou falando de violência), mesmo que no ramo da argumentação e da contra-argumentação, de agora em diante é crime.
    Não pertenço a essa organização (IPB) que fez esse manifesto, mas do jeito que está, esse PL foi um tiro no pé dos próprios homossexuais.
    E em prol da democracia, tem que ser derrubado urgente!
    Eu tenho direito de expressão.
    Mordaça Gay, no Brasil: Não !

  3. Isso é democracia! Manifestar-se contra ou a favor! é exatamente isso que não podemos perder!

    Eu digo não a esta lei!

    Viva a liberdade de expressão!

    O brasileiro é engraçado! Vive falando dos sofrimentos da ditadura e agora quer abraçar uma lei que protege uma minoria e coloca a maioria numa mordaça!

    Quanto a manifestação da IPB, acho inteligentíssima e super crítica.

  4. Nothing seems to be easier than seeing someone whom you can help but not helping.
    I suggest we start giving it a try. Give love to the ones that need it.
    God will appreciate it.

  5. This looks cool so far, what’s up people?
    If there’s anyone else here, let me know.
    Oh, and yes I’m a real person LOL.

    See ya,

  6. Caro Luiz Carlos,
    Você disse que Jesus “jamais pregou a intolerância ou o preconceito”, se tivesse lido o texto do rv. Roberto Brasileiro teria visto a citação da passagem do evangélho de Marcos citada por ele: “(…). desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6);
    e veria que Jesus não aprovou qualquer ato considerado repugnante no velho testamento. A nova aliança alterou o aspecto das punições onde o amor deve falar mais alto.
    Devemos amar as pessoas que praticam o homossexualismo, mas não devemos amar o ato homossexual.
    Um pai ama seu filho drogado mais não ama a droga que ele usa. Siga essa linha de raciocinio e vai entender melhor a visão presbiteriana.
    obs.: Sou Presbiteriano

    Graça e paz a todos

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